Família, base da sociedade.

26
de novembro de
2021

Parte III

A organização social, com suas instituições para todos os campos da vida, não oferece um projeto para vida com reflexões sobre a missão da pessoa. O sujeito social e particular fica aniquilado a uma dimensão do consumo, pois tudo tem um caráter de fragilidade nos laços humanos. A organização da vida contemporânea fez surgir entre tantas e como estas – doenças próprias do momento que afetam o relacionamento familiar – a cronopatia (incapacidade de situar-se no tempo). Já não há mais tempo e espaços sociais bem ritmados e circunscritos. Daí decorre uma instantaneidade da vida urbana gerando descompassos e interrupções fatais para o equilíbrio das pessoas em um processo de formação contínuo, pois assim é toda a vida humana. O grande prazer é poder estar sempre aprendendo, relacionando, verificando e recolhendo os frutos da convivência. Diante de uma sociedade organizada nos parâmetros sem uma hierarquia de valores, o “convívio destruído” na linguagem do sociólogo, Zigmunt Bauman, a proposta de um resgate é profético a fim de evitar uma cultura da morte sistematizada. Portanto, há necessidade de um resgate da família como base da vida social, porém com a disposição de buscar novos caminhos e não se alimentar de saudosismos ou de realidades que são imaginárias – uma reflexão que conta com a pessoa que precisa olhar para si voltada ao outro.

Design sem nome 10Tarcísio Pereira Machado, nascido em 26/08/1958, Muriaé-MG, é formado em Filosofia e Teologia, com especialização em liturgia e Direito Canônico pela PUC-RS, PUC-Campinas, ITESP e Universidade Gregoriana-Roma, e administração escolar pela Trinity College Dublin – The University of Dublin. Foi diretor de escolas em São Paulo, Campinas, Pirassununga e Porto Ferreira, e Diretor do Jornal “O Sul de Minas”, Itajubá-MG. É presbítero há 36 anos.

Artigo publicado originalmente na quinta edição do jornal “Tribuna Valinhense”.

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