Família, base da sociedade.

19
de novembro de
2021

Parte II

A família é o primeiro espaço de socialização das pessoas que elaboram os primeiros códigos da convivência entre pares. Nunca deixou de existir um questionamento sobre as experiências anteriores, ora mais distantes ou mais próximos. Pois, a tendência do ser humano é querer repetir com alguma melhoria. Porém, por ora tudo é muito ágil, considerando vários fatores que influenciam na formação de novos modelos. Onde está o parâmetro de princípios para alguns? Há algum elemento determinante? Ou há outros elementos que possibilitam novas aventuras, também, pertinentes ao desejo humano que sustentam esse entusiasmo pela vida em família? Não temos a pretensão de apresentar um modelo, mas demonstrar que a vida social se organiza através deste grupo humano, com maior ou menor quantidade de pessoas e como é atribuído a cada um o seu papel na produção para sustento da mesma dinâmica. Essa atribuição é rica de conteúdo normativo para o entusiasmo da produção e distribuição. Com a colaboração da Psicologia, os membros desse grupo humano abriram-se a uma nova realidade, isto é, uma visão da intimidade do ser humano que se revela nas suas ações que tendem para expandir os elos de comunicação ou o estreitamento. Esses estreitamentos que dificultam o intercâmbio entre os sentimentos, a ponto de serem reconhecidos sinais patológicos, não permitindo o desenrolar da vida num determinado contexto devem ser tratados para alcançar o objetivo que devolve a harmonia da convivência. Nas últimas cinco décadas, a família contemporânea é um lugar de resistência e de mudanças. Essa dinâmica dissonante, para muitos há um julgamento de total desordem e, para muitos, o grupo humano tem sido levado ao estado de agonia. Tudo e todos foram colocados numa ambivalência de inconformados ou deformados pelos novos costumes. Onde está o segredo para viver em meio a pluralidade de influências que deformam um ritmo e não convoca a uma reflexão bem problematizada de um contexto indecifrável para a grande maioria. A fragmentação em todos os sentidos da vida conduz as pessoas à negação de si mesmas, não podendo interferir no seu próprio processo formativo de perspectivas. (continua na próxima semana)

Design sem nome 10Tarcísio Pereira Machado, nascido em 26/08/1958, Muriaé-MG, é formado em Filosofia e Teologia, com especialização em liturgia e Direito Canônico pela PUC-RS, PUC-Campinas, ITESP e Universidade Gregoriana-Roma, e administração escolar pela Trinity College Dublin – The University of Dublin. Foi diretor de escolas em São Paulo, Campinas, Pirassununga e Porto Ferreira, e Diretor do Jornal “O Sul de Minas”, Itajubá-MG. É presbítero há 36 anos.

Artigo publicado originalmente na quarta edição do jornal “Tribuna Valinhense”.
Leia mais sobre