Toda organização social está amparada num grupo de pessoas que procedem de uma família. Desde as origens da Humanidade, o grupo familiar, nas mais variadas configurações se estruturara para organizar a ação do cotidiano com várias finalidades, isto é, onde os pares se aceitam, procriam e orientam nos princípios que resguardam o valor da vida. Toda essa organização se configura, levando em consideração, o contexto que permite ao grupo familiar desenvolver e organizar a vida, enquanto mistério a zelar. Numa visão sociológica, todos esses arranjos estão em conformidade para preservar o papel que cabe a cada membro, isto é, viver o mistério da vida e que além deste aspecto, os papéis desenvolvidos por cada um se mostram eivados de uma riqueza infinita. Quanto à dimensão antropológica, há na intimidade de cada pessoa um mistério do relacionamento de sujeitos que buscam descobrir um caminho de conhecimento em que a reciprocidade auxilia na preservação do mistério da vida. Essa reciprocidade conta com elementos internos e externos, nos quais o ser humano se dá a conhecer em manifestações mais originais possíveis da natureza da pessoa. Ao longo da História da Humanidade toda essa complexidade foi se estendendo aos continentes, que contribuíram com significativas novidades originais. A contribuição das novidades, isto é, formas de se comportar, relacionar, planejar, habitar, divertir, educar e a experiência do fenômeno religioso vem sempre desabrochando novos modos de ser do grupo humano chamado família. As mais variadas ciências, com seus novos apontamentos em avanços em todos os campos, trouxeram seus desafios a cada membro e à instituição família. O critério de avaliação sobre o valor ou contravalor no estilo desse grupo humano se apresentar, não caberá uma avaliação do nosso escopo. A finalidade é demostrar como esse agrupamento humano, em qualquer contexto, não perde sua missão primeira de gerar vida e organizá-la… (continua na próxima semana)
Tarcísio Pereira Machado, nascido em 26/08/1958, Muriaé-MG, é formado em Filosofia e Teologia, com especialização em liturgia e Direito Canônico pela PUC-RS, PUC-Campinas, ITESP e Universidade Gregoriana-Roma, e administração escolar pela Trinity College Dublin – The University of Dublin. Foi diretor de escolas em São Paulo, Campinas, Pirassununga e Porto Ferreira, e Diretor do Jornal “O Sul de Minas”, Itajubá-MG. É presbítero há 36 anos.
Artigo publicado originalmente na terceira edição do jornal “Tribuna Valinhense”.